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CASTELO DE S. JORGE
Monumento Nacional

 
Aberto ao público 365 dias por ano, o Castelo de S. Jorge é um local onde pode disfrutar do património, conhecer a história deste canto de Lisboa no Núcleo Museológico, visitar os vestígios arqueológicos do bairro Islâmico do século XI, descobrir vistas inéditas no Periscópio – Torre de Ulisses, passear pelos jardins e miradouros, almoçar ou lanchar no Café do Castelo e simplesmente deixar-se encantar por este notável Monumento de Lisboa.
 
O que ver:
  • Fortificação
  • Núcleo Museológico
  • Núcleo Arqueológico
  • Jardim de espécies autóctones da floresta portuguesa
  • Periscópio – Torre de Ulisses
  • Miradouro
  •  
    Serviços:
  • Visitas Guiadas e outras actividades lúdico-pedagógicas
  • Loja da Casa do Governador e Loja do Núcleo Museológico
  • Restaurante Casa do Leão
  • Café do Castelo
  •  
    Horário
    1 Novembro a 28 Fevereiro | 9h00 – 18h00
    1 Março a 31 Outubro | 9h00 – 21h00
    * Última entrada 30 minutos antes do horário de encerramento
     
    Contactos
    Castelo de S. Jorge, 110-129 Lisboa, Portugal
    T +351 21 880 06 20 | F +351 21 887 56 95
    E-mail: castelodesaojorge@egeac.pt
    www.castelosaojorge.egeac.pt


    História do Castelo de S. Jorge
     
    Em 16 de Junho de 1910, meses antes da implantação da República, D. Manuel II, último Rei de Portugal, manda publicar o decreto de classificação do património nacional com estatuto de Monumento Nacional, em cuja lista se incluía o Castelo de S. Jorge.
     
    Assim, a área classificada em 1910 integrou um conjunto de património notável constituído pelo castelo e as muralhas, por alguns edifícios que outrora faziam parte do antigo Paço Real da alcáçova (actualmente ocupados pelo Núcleo Museológico, pela Galeria e pelo restaurante Casa do Leão), e pela área da Praça Nova (actual Núcleo Arqueológico), que encerra vestígios de várias épocas, desconhecidos na altura, com destaque para o conjunto residencial da época Islâmica.
     
    É nessa zona a nascente da fortificação, no actual Núcleo Arqueológico, que se situam os vestígios mais antigos de ocupação da área circunscrita pelo Monumento Nacional e que remontam ao séc. VII a.C, à Idade do Ferro, época em que provavelmente aí se situava um povoado fortificado. Desde então as ocupações subsequentes só voltam a ter um carácter contínuo e permanente a partir da época Islâmica prolongando-se até à actualidade, pois da época romana e do período Suevo-visigótico os testemunhos são esparsos ou ainda desconhecidos.
     
    A existência de um castelo propriamente dito data de meados do século XI, altura em que Lisboa, designada então por Al-Uxbuna, inserida na periferia de um mundo de tensões entre árabes, berberes e cristãos, era a mais importante cidade do Ocidente peninsular virada ao grande mar desconhecido que era então o Atlântico. Por essa altura, foram empreendidas as obras de reorganização do topo da colina que deram origem ao castelo, que dotou a alcáçova de um último reduto de defesa para as elites aí residentes, aperfeiçoando-se assim o sistema defensivo da urbe, e ao bairro residencial contíguo à fortificação.
     
    Em 1147, D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, com a ajuda da Segunda Cruzada, conquista a cidade que capitula após cinco meses de cerco. Em 25 de Outubro desse ano, o novo poder instala-se no Castelo. Os personagens mudam mas permanecem as funções e a nobreza dos residentes que adoptam os espaços funcionais dos antecessores.
     
    De meados do séc. XIII até ao início do séc. XVI o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo. Nos edifícios onde hoje se apresenta a Exposição Permanente do Núcleo Museológico, localizava-se o antigo palácio do alcaide mouro que se converteu em residência dos Reis de Portugal quando estavam em Lisboa. Transformado em Paço Real, ampliaram-se e adaptaram-se os espaços antigos, construíram-se outros novos, instalou-se o Rei, a Corte e o arquivo régio numa das torres do castelo, receberam-se personagens ilustres nacionais e estrangeiras, realizaram-se festas e aclamaram-se Reis.
     
    O século XVI dita uma renovação mais substantiva da ocupação do Monumento, marcada pela transferência do Rei e da Corte para o Paço da Ribeira situado no Terreiro de Paço e pelo regresso da vida militar que sobreveio com a integração de Portugal na Coroa de Espanha em 1580.
     
    Desde então até às primeiras décadas do século XX foram-se adaptando os espaços ao sabor das necessidades da vida militar, tanto nos edifícios do antigo Paço Real como noutros que foram surgindo no castelo e que paulatinamente os foram escondendo. 
     
    É no decorrer do século XX que se redescobre o castelo, os vestígios do antigo Paço Real, a alcáçova islâmica e as vivências de outrora. As intervenções de 1938-40 promovidas pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, conferiram-lhe a imponência actual, resgatada no meio das demolições então levadas a cabo, atestando materialmente aqui e ali fragmentos das construções do passado documentadas amiúde nas fontes escritas. As outras que se seguiram, em particular as que se iniciaram na última década do século XX, contribuíram de forma singular para avivar a memória e lembrar a antiguidade da ocupação no topo da colina, restituindo à História páginas que estavam em branco e, acima de tudo, confirmando o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional no início do século XX.
     
    Neste percurso de muitos séculos o Castelo de S. Jorge é ele próprio um testemunho único dessa dinâmica tão própria da arquitectura que atravessa os séculos reinventando-se e adaptando-se na continuidade e diversidade ao sabor da vontade humana que nas suas obstinações constrói e desconstrói, e, sem se dar conta, escreve e apaga páginas da História. É nesta complexidade de registos materiais que foram ficando dispersos e isolados ao longo dos tempos que também se faz a imagem do Monumento sem que isso determine uma desvalorização do seu significado histórico.
     
    Neste seu devir histórico o Monumento é indissociável da sua envolvente, a actual freguesia do Castelo, com a qual se confunde no tempo e no espaço, constituindo uma unidade urbana especial no contexto da cidade de Lisboa desde meados do século XI, expressa por uma identidade própria feita de histórias cruzadas e por um urbanismo que se adaptou com os tempos mas que viveu, e vive, confinado às muralhas que coroam o recorte do relevo do topo da colina.
     
    Núcleo Museológico
    Colecção visitável constituída por um acervo de objectos encontrados na área arqueológica (Núcleo Arqueológico), proporcionando a descoberta das múltiplas culturas e vivências que desde o século VII a.C ao século XVIII foram contribuindo para a construção da Lisboa da actualidade, com particular destaque para o período islâmico do século XI-XII.
     
    Núcleo Arqueológico
    Conjunto de vestígios arqueológicos visitáveis que testemunham três períodos significativos da história do Castelo de S. Jorge: as primeiras estruturas habitacionais do século VII a.C; o bairro islâmico de meados do século XI, da época da construção da fortificação, com as suas casas e ruas; e os vestígios do terramoto de 1755 patentes no Palácio dos Condes de Santiago, a última habitação palatina da antiga alcáçova islâmica e medieval.
     
    Jardim de espécies autóctones da floresta portuguesa
    O jardim do Castelo de S. Jorge é um dos primeiros projectos de arquitectura paisagística feitos em Portugal. Assinado pelo Arq.º Ribeiro Telles e pelo Eng.º Pulido Garcia, em 1959, procurou “integrar o jardim numa paisagem”, criando cenários e explorando a ideia de “criar uma paisagem” observável de diversos pontos da cidade, desde o Bairro Alto ao Parque Eduardo VII. Integrando espécies arbóreas características da floresta de Portugal, sobreiros, zambujeiros, alfarrobeiras, medronheiros, pinheiros-mansos, oliveiras milenares, bem como algumas árvores de fruto em memória da antiga horta do Paço Real da Alcáçova, o jardim-paisagem do Castelo de S. Jorge é hoje o único espaço verde de Lisboa onde dominam, e são observáveis, as principais espécies autóctones da floresta portuguesa.